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Gripe K: o que é a nova variante da influenza que levou a OMS a emitir um alerta global e porque pode antecipar a época da gripe

A Organização Mundial da Saúde lançou recentemente um alerta a nível global devido à circulação acelerada de uma variante do vírus da influenza que tem provocado um aumento de casos de gripe em várias regiões do mundo, sobretudo na Europa e na Ásia. Embora a atividade gripal geral ainda se enquadre nos padrões sazonais esperados, várias regiões estão a registar um início mais precoce e uma intensidade superior ao habitual, o que levou as autoridades de saúde a reforçar a vigilância e os avisos à população.

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A chamada “gripe K” não corresponde a um vírus totalmente novo, mas sim a uma variação genética dentro do vírus da influenza A, associada ao subtipo H3N2. Esta sublinhagem específica, identificada como H3N2 subclade K, tem demonstrado uma maior capacidade de disseminação e está a antecipar o início típico da época gripal. Em alguns países europeus, os primeiros surtos surgiram três a quatro semanas mais cedo do que o normal, um fenómeno que chamou a atenção dos especialistas.

Os sintomas associados à gripe K são semelhantes aos de outras variantes da gripe sazonal. Entre os sinais mais comuns encontram-se febre, dores musculares, cansaço intenso, tosse, corrimento nasal e uma sensação geral de mal-estar. Até ao momento, não existem indícios de que esta variante provoque quadros clínicos mais graves do que os observados em anos anteriores. Ainda assim, a sua maior transmissibilidade e a circulação antecipada podem traduzir-se numa pressão adicional sobre os sistemas de saúde, com um aumento de consultas, internamentos e procura por cuidados médicos relacionados com infeções respiratórias.

Dados recentes indicam que, no sudeste asiático, uma parte significativa dos casos de gripe já está associada a esta sublinhagem, o que demonstra a rapidez com que se está a espalhar em determinadas regiões. Apesar de ainda não existir uma presença expressiva desta variante na América do Sul, os especialistas alertam que a mobilidade global e o elevado volume de viagens internacionais facilitam a disseminação de estirpes em circulação no hemisfério norte para outras partes do mundo.

A vacinação continua a ser a principal ferramenta de prevenção contra a gripe, incluindo esta variante. As vacinas sazonais atualmente disponíveis, mesmo quando não correspondem de forma totalmente exata às estirpes dominantes, oferecem proteção importante, sobretudo na redução de complicações graves, hospitalizações e mortalidade. Esta proteção é particularmente relevante para grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças, grávidas e pessoas com doenças crónicas.

O alerta emitido pela Organização Mundial da Saúde não significa que o mundo esteja perante uma nova pandemia. Trata-se antes de um aviso preventivo que aponta para a possibilidade de uma época gripal mais precoce e potencialmente mais intensa em vários países. A recomendação passa por uma preparação adequada dos sistemas de saúde, pela adesão à vacinação anual e pelo reforço de medidas básicas de prevenção, como a higiene das mãos e a proteção em contextos de maior risco, de forma a minimizar o impacto da gripe nos próximos meses.

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