Em 1984, uma pequena cidade do Oregon tornou-se palco de um dos episódios mais insólitos e preocupantes da história dos Estados Unidos. Um culto religioso, determinado a assegurar o controlo político local, decidiu recorrer a um método extremo: espalhar salmonella em alimentos e maçanetas de portas para adoecer a população. O objetivo era tão específico quanto cruel: tornar as pessoas demasiado doentes para irem votar, garantindo assim a vitória dos seus candidatos nas eleições municipais.
O plano, quando visto à distância, revela uma combinação de cálculo estratégico e audácia quase inacreditável. A salmonella, uma bactéria capaz de causar febres, vómitos e diarreia intensa, tornou-se uma ferramenta de manipulação política. A ação não visava apenas intimidar, mas incapacitar fisicamente os eleitores, alterando de forma direta o resultado democrático numa comunidade inteira. Para os membros do culto, o fim justificava os meios, mas a realidade mostrou que estavam a cruzar todos os limites éticos e legais aceitáveis.
O ataque teve consequências profundas. Embora ninguém tenha morrido, dezenas de pessoas adoeceram e os efeitos na confiança da comunidade foram duradouros. A operação chamou atenção nacional e destacou vulnerabilidades no sistema de segurança alimentar, mostrando como grupos organizados poderiam explorar meios aparentemente comuns — alimentos e objetos do dia a dia — para fins perigosos e inusitados.
Este episódio permanece como um alerta sombrio sobre os riscos do extremismo e da manipulação da saúde pública para fins políticos. Mais do que um caso de ataque biológico, trata-se de uma narrativa que desafia a percepção da democracia e da segurança, lembrando que, em determinados contextos, a ambição pelo poder pode levar a ações que colocam em risco a vida e a integridade das comunidades.
Entre as figuras mais sombrias da história do Pacífico, Ratu Udre Udre, um chefe fijiano que viveu entre 1798 e 1840, destaca-se pelo seu comportamento extremo e pela marca que deixou na memória coletiva da região. Conhecido por deter o recorde do Guinness como o “mais prolífico canibal”, Udre Udre teria consumido, pelo menos, 872 pessoas ao longo da sua vida, um número que desafia a compreensão humana. Cada vítima que caía nas suas mãos era lembrada por uma pedra, que ele colecionava como testemunho silencioso e mórbido dos seus atos.
O contexto histórico e cultural em que Udre Udre se inseria ajuda a explicar, ainda que de forma parcial, a sua prática. O canibalismo em Fiji, em determinadas épocas e circunstâncias, não era apenas um ato de violência, mas também tinha dimensões rituais e simbólicas, muitas vezes ligadas ao poder, à vingança ou à demonstração de supremacia sobre inimigos. No entanto, o número de pessoas que Udre Udre consumiu ultrapassa qualquer padrão conhecido, tornando-o uma figura histórica de exceção e terror.
O ritual de colecionar pedras por cada pessoa consumida adiciona uma dimensão macabra à sua história, transformando cada ato num registo material do seu passado. Este detalhe revela não apenas a brutalidade dos seus gestos, mas também uma consciência da própria notoriedade, como se quisesse assegurar que ninguém esqueceria a sua fome e poder.
Ratu Udre Udre permanece na história como um símbolo extremo de violência ritualizada e dos limites da crueldade humana. A sua vida é uma recordação sombria das práticas que, em determinados contextos culturais, podiam ser vistas como demonstrações de autoridade, mas que hoje nos confrontam com o horror e a complexidade das escolhas humanas no passado.
Em 1999, a vida de Mark Hunt, advogado que se viria a tornar político em West Virginia, Estados Unidos, sofreu uma perda irreparável. O seu filho de apenas dez meses faleceu, deixando-o mergulhado numa dor que poucos poderiam compreender. Este episódio marcou não apenas a sua vida pessoal, mas também as escolhas que viria a fazer nos anos seguintes. Consumido pelo luto, Hunt procurou uma forma de desafiar o destino e recuperar aquilo que tinha perdido.
Num gesto que muitos considerariam extremo, ele decidiu financiar um laboratório secreto liderado por Brigitte Boisselier e ligado à Clonaid, uma organização conhecida pelos seus esforços controversos na clonagem humana. O objetivo de Hunt era simples e doloroso: tentar clonar o seu filho, na esperança de recriar a vida que se tinha esfumado tão cedo. Para ele, tratava-se de um ato de amor e de uma tentativa desesperada de lidar com o vazio deixado pela morte do bebé.
O projecto, no entanto, nunca se concretizou. A atenção das autoridades tornou-se inevitável, e o escrutínio da Food and Drug Administration nos Estados Unidos colocou um ponto final na iniciativa. Entre questões éticas, legais e científicas, o sonho de Hunt colidiu com a realidade, deixando-o confrontado com a impossibilidade de desafiar a morte através da ciência.
A história de Mark Hunt é um exemplo extremo de como o luto pode levar a decisões incomuns, mas também revela a vulnerabilidade humana perante a perda de alguém que amamos profundamente. Mais do que um caso de clonagem, trata-se de uma narrativa sobre dor, esperança e os limites do que é possível quando a ciência se encontra com o desejo desesperado de recuperar o irrecuperável.
A Peste Negra chegou a Portugal em 1348, e Lisboa foi rapidamente uma das cidades mais afetadas do reino. Trazida por navios mercantes vindos do Mediterrâneo, provavelmente da Sicília e de Génova, a doença instalou-se primeiro no porto e nos bairros próximos do rio Tejo, onde a população era mais densa e as condições sanitárias extremamente precárias. Estima-se que, durante os anos de maior intensidade da epidemia, entre 1348 e 1350, Lisboa perdeu entre um terço e metade da sua população, num universo aproximado de 60 a 80 mil habitantes.
A forma mais comum da doença era a peste bubónica, que se manifestava com linfonodos inchados, chamados bubões, febre alta, vómitos e manchas negras na pele. As pessoas morriam em poucos dias após os primeiros sintomas. Muitos lisboetas fugiam da cidade em pânico, espalhando a doença pelos arredores e por outras regiões do reino, incluindo Santarém e Coimbra. Os cemitérios rapidamente se tornaram insuficientes, e relatos da época indicam que se cavavam valas comuns às pressas, onde corpos eram enterrados sem cerimónias religiosas, criando imagens de desespero que marcaram para sempre a memória colectiva.
O comércio marítimo e interno sofreu um colapso imediato. Os navios evitavam atracar em Lisboa, e os mercados ficaram vazios, provocando escassez de alimentos e aumento dos preços. As autoridades tentaram controlar a situação, emitindo ordens para isolar doentes, mas a falta de conhecimento sobre a transmissão da doença tornava estas medidas quase ineficazes. Médicos da época, desprovidos de tratamentos eficazes, recorriam a sangrias, emplastros e remédios à base de ervas, medidas que pouco podiam contra a bactéria.
A peste também teve impacto social e religioso profundo. Muitos lisboetas acreditavam que a epidemia era um castigo divino. Igrejas e conventos foram sobrecarregados com pedidos de oração e penitência. Relatos de crónicas da época indicam que processões religiosas eram organizadas na esperança de afastar a praga, mas estas reuniões contribuíam involuntariamente para a propagação da doença. Além disso, surgiram acusações contra minorias, em particular judeus, que foram perseguidos sob suspeita de envenenamento de poços e propagação da peste, o que levou a massacres em algumas cidades portuguesas.
Apesar do caos, a Peste Negra forçou mudanças nas práticas urbanas e de saúde pública. Foi a primeira vez que se começou a implementar algum tipo de quarentena informal, evitando o contacto entre doentes e saudáveis. Também se tornaram evidentes a necessidade de melhorar o saneamento urbano e de organizar cemitérios de forma mais eficiente. A catástrofe deixou Lisboa mais pobre, mas também mais consciente da vulnerabilidade das cidades densamente povoadas a doenças contagiosas.
A memória da Peste Negra em Lisboa permanece como um testemunho da fragilidade humana diante de uma pandemia e da resiliência necessária para reconstruir uma cidade devastada. Entre valas comuns, ruas desertas e famílias destruídas, Lisboa aprendeu, dolorosamente, a importância da saúde pública, da solidariedade e do conhecimento científico, lições que ainda hoje ressoam quando enfrentamos epidemias.
O Doodle da Google desta quarta-feira, dia 22 de outubro, propõe-nos uma porta de entrada encantadora ao universo das equações quadráticas: aquela forma conhecida, (ax^2 + bx + c = 0). É curioso como uma expressão matemática, que para muitos evoca memórias de aulas difíceis, pode tornar-se tema de celebração e curiosidade numa página tão célebre como a do motor de busca.
Este Doodle animado surge como parte da série Learning — cujo objetivo é destacar conceitos que são frequentemente procurados por estudantes. Ao clicar nele, somos levados para o modo AI no Google Search, onde podemos explorar com liberdade: fazer perguntas, aprofundar respostas e seguir caminhos próprios de descoberta.
A escolha da equação quadrática como tema não é aleatória. É uma das fórmulas mais procuradas, pela sua ubiquidade em contextos que vão muito além da matemática pura — aparece na física, quando estudamos movimentos e trajetórias, na engenharia, nos negócios, em análise de dados e em muitos outros campos. Quando vemos uma bola a descrever um arco no ar, estamos a observar, silenciosamente, uma equação quadrática em ação.
Ao lançar este Doodle, a Google pretende não só lembrar-nos da beleza inerente à matemática, mas também mostrar como ferramentas inteligentes — como o AI Mode — podem servir de guia acessível no mundo académico.
É bonito pensar que um símbolo tão clássico — (ax^2 + bx + c = 0) — possa ganhar nova vida numa ilustração dinâmica, convidando-nos a questionar, a aprender de forma intuitiva e a ver a matemática como algo vivo, presente no mundo. Talvez este Doodle inspire alguém a revisitar as equações quadráticas com outro olhar — o olhar de quem descobre sentido e beleza nas fórmulas.
A comunidade científica recebeu esta semana uma notícia que mistura surpresa e fascínio: a NASA confirmou que a Terra tem agora o que pode ser considerado uma segunda lua — embora com algumas ressalvas. Trata-se do asteroide 2025 PN7, que está num tipo especial de órbita conhecida como órbita quasi-satélite. Apesar de não ser uma lua verdadeira no sentido clássico, ele acompanha a Terra de uma forma que dá a impressão de estar preso a nós até, pelo menos, 2083.
O objeto foi descoberto este ano pela Universidade do Havai, mas estudos mais recentes indicam que ele tem vagado próximo da Terra desde meados da década de 1960. O que acontece nesta configuração complexa é que o asteroide orbita o Sol com uma trajetória que se alinha muito de perto com a da Terra, de modo que, visto daqui, parece orbitar connosco — ainda que o seu vínculo gravitacional dominante seja solar, e não terrestre.
Para muitos, esta descoberta reacende debates fascinantes sobre o que define uma lua. Tradicionalmente, consideramos como luas os satélites naturais firmemente presos pela gravidade a um planeta. 2025 PN7 não cumpre totalmente esse critério, mas o seu comportamento orbital torna-o um companheiro celeste temporário e único.
Durante as próximas décadas, este quase-satélite permanecerá connosco — pelo menos até 2083, altura em que as forças gravitacionais e as perturbações orbitais deverão desviá-lo para outro rumo.
Esta confirmação da NASA relembra-nos que o espaço perto da Terra não é estático nem simples. O cosmos é dinâmico, cheio de trajetórias subtis e encontros celestes passageiros. 2025 PN7 é uma lição de que, mesmo no nosso “quintal” orbital, há sempre surpresas à espreita — e de que os humanos ainda estão a aprender a ler os sussurros cósmicos que os rodeiam.
A OpenAI lançou um navegador web centrado no ChatGPT, chamado ChatGPT Atlas, com o objetivo de trazer uma experiência online mais personalizada e interativa. Na sua essência, o Atlas integra uma barra lateral com o chatbot, permitindo ao utilizador questionar ou interagir com conteúdos de qualquer página visitada — por exemplo, pedir que se resuma texto, que se comparem produtos ou que se analisem dados presentes no site.
Atualmente disponível para macOS e previsto para brevemente chegar a Windows, iOS e Android, o Atlas também introduz algo denominado “Agent Mode”, ainda em fase de prévia para utilizadores premium — este modo permite que o ChatGPT realize tarefas “do início ao fim”, como pesquisar e planear uma viagem ou fazer compras conforme instruções do utilizador.
Uma das funcionalidades prometidas é a edição de texto destacado numa página: por exemplo, se o utilizador selecionar parte de um email, pode pedir que o ChatGPT torne o estilo mais profissional ou altere o tom conforme o contexto desejado.
Quanto à privacidade, a OpenAI afirma deixar nas mãos do utilizador o controlo sobre o que o navegador “lembra” ou como os dados de navegação são utilizados. Por defeito, os utilizadores ficam excluídos de permitir que os seus dados de navegação alimentem os modelos do ChatGPT. A funcionalidade “Browser memories”, que permite ao sistema memorizar factos e percepções do uso do navegador, exige uma ativação explícita por parte do utilizador.
Embora não seja pioneira no conceito de navegador com inteligência artificial integrada — já existiam esforços semelhantes, como a integração de partes do modelo Gemini no Chrome e iniciativas da Perplexity AI — o lançamento do Atlas é encarado como um movimento estratégico que pode ser visto como uma ameaça ao domínio do Chrome no mercado de navegadores.
O anúncio suscitou reações no mercado financeiro: as ações da Google sofreram uma queda imediata, refletindo o receio dos investidores perante o potencial disruptivo do Atlas.
Este novo navegador representa um passo audacioso numa era em que a fronteira entre navegador e assistente de inteligência artificial se esbate — o desafio agora é equilibrar utilidade, desempenho e privacidade num ambiente cada vez mais complexo.
O cometa C/2025 A6, conhecido como Lemmon, é um visitante raro do Sistema Solar que está a proporcionar aos observadores do céu uma oportunidade única de testemunhar um fenómeno astronómico de grande beleza e significado. Descoberto em 3 de janeiro de 2025 pelo Mount Lemmon Survey, no Arizona, este cometa segue uma órbita elíptica de longo período, estimada em cerca de 1.350 anos. Isso significa que a sua última aproximação à Terra ocorreu há mais de mil anos, e a próxima está prevista para daqui a mais de mil anos, tornando este evento uma oportunidade verdadeiramente rara para a atual geração.
Neste outono de 2025, o cometa Lemmon está a aproximar-se da Terra, oferecendo uma visão deslumbrante. A sua maior aproximação ocorrerá a 21 de outubro, quando passará a cerca de 90 milhões de quilómetros do nosso planeta. Durante este período, o cometa atingirá o seu brilho máximo, com uma magnitude aparente estimada entre 3 e 5, o que o tornará visível a olho nu em céus escuros e limpos. Mesmo em áreas urbanas, com o auxílio de binóculos ou telescópios, será possível observar a sua coma verdejante e a longa cauda que se estende pelo céu.
Após o seu ponto mais próximo da Terra, o cometa continuará a sua jornada em direção ao Sol, passando pelo periélio a 8 de novembro, a uma distância de cerca de 79 milhões de quilómetros. Este evento reduzirá o período orbital do cometa para aproximadamente 1.150 anos, mas, devido à sua órbita altamente excêntrica, ele desaparecerá novamente nas profundezas do Sistema Solar, longe da nossa vista.
A observação do cometa Lemmon oferece não apenas um espetáculo visual, mas também uma oportunidade científica valiosa. Estudar cometas como o Lemmon permite aos astrónomos investigar os componentes primitivos do Sistema Solar, fornecendo pistas sobre a formação e evolução dos planetas e outros corpos celestes. Além disso, a sua trajectória e comportamento podem ajudar a entender melhor as dinâmicas gravitacionais que influenciam os objetos do Sistema Solar.
Para os entusiastas da astronomia em Portugal, o cometa Lemmon será visível no céu do noroeste após o pôr do sol, especialmente entre 18 de outubro e 12 de novembro. Para uma observação ideal, é recomendável afastar-se da poluição luminosa das cidades e procurar locais elevados e escuros, como parques naturais ou zonas rurais. Equipamentos como binóculos ou telescópios podem melhorar a visualização, permitindo apreciar os detalhes da coma e da cauda do cometa.
O cometa Lemmon oferece-nos uma janela rara para o cosmos, permitindo-nos não apenas admirar a sua beleza efémera, mas também refletir sobre a vastidão e a antiguidade do universo. Aproveitar esta oportunidade de observação é um convite para nos maravilharmos com os mistérios do espaço e para nos conectarmos com a grandiosidade do cosmos que nos rodeia.
A Yostar anunciou aquilo que muitos fãs de RPGs esperavam: Stella Sora está finalmente disponível, de forma global, para PC, iOS e Android. O título, gratuito para jogar, marca a entrada da editora numa experiência leve de ação e fantasia que promete misturar história e mecânica de combate num ambiente animado e envolvente.
Stella Sora transporta-nos para o mundo de Nova, onde os jogadores despertam como o “Tyrant” — uma personagem que, após um longo sono, se vê envolvida numa jornada para desvendar os segredos dos misteriosos Monólitos. Pelo caminho, forma laços com um elenco de personagens apelidados de Trekkers, cada um com identidade própria, motivações distintas e uma presença narrativa significativa.
Em termos de jogabilidade, a experiência é uma mistura de ação top-down com elementos estratégicos: o jogador forma equipas de três Trekkers, define papéis, personaliza estilos de combate e tira partido de perks aleatórios para variar a estratégia a cada momento. Há uma intenção clara de evolução dinâmica: as escolhas feitas ao longo da narrativa influenciam não só o rumo da história, mas também o grau de interação e a relação com cada personagem.
Do ponto de vista técnico, a Yostar divulgou os requisitos mínimos e recomendados para cada plataforma. Em Android, exige-se no mínimo Android 9.0, 6 GB de RAM e 12 GB de armazenamento, com recomendações elevando os parâmetros para Snapdragon de geração mais recente e 12 GB de RAM. No iOS, o mínimo recomendado é iOS 13 com características equivalentes. No PC, exige-se Windows 10 ou 11 a 64 bits, um processador como um Intel Core i3 no mínimo, 8 GB de RAM e uma placa gráfica compatível com DirectX11 — idealmente algo como uma GTX 1060 para desempenho mais fluido.
O jogo oferece texto em inglês e vozes em japonês e chinês. No entanto, vale notar que, durante o lançamento, há uma limitação: dispositivos com idioma de sistema turco enfrentam problemas, que a equipa técnica afirma estar a resolver. Curiosamente, o Japão terá uma versão própria do cliente, com foco no idioma local e vozes exclusivas, aproximando-se de uma abordagem regionalizada.
Visualmente, Stella Sora aposta num estilo moe, com estética anime leve e vibrante, remetendo a road-trips e a uma sensação de aventura calorosa. A narrativa procura evocar temas de esperança, amor e descoberta, conjugando o fantástico com a empatia nas relações entre as personagens.
Para quem quiser experimentar, basta aceder ao website oficial, ou à App Store e Google Play. E se jogares no PC, há um cliente dedicado disponível para download — tudo em simultâneo, num lançamento global.
Os Vegas Golden Knights enfrentam um imprevisto preocupante: o seu capitão ofensivo, Mark Stone, vai ficar de fora por tempo indeterminado depois de uma lesão no pulso. O incidente ocorreu durante o terceiro período do jogo contra os Calgary Flames, e o treinador Bruce Cassidy adiantou que Stone estará ausente sem data certa, prevendo uma recuperação que poderá prolongar-se por várias semanas.
A notícia é especialmente dura se considerarmos o momento que o jogador atravessava. Aos 33 anos e em plena forma, Mark Stone estava a protagonizar um início de época impressionante, somando 13 pontos em apenas seis jogos, com dois golos e onze assistências. O seu desempenho colocava-o entre os mais produtivos da equipa, logo atrás de Jack Eichel, e simbolizava o equilíbrio ofensivo que os Golden Knights vinham a demonstrar desde o arranque da temporada.
Com a sua ausência, o treinador vê-se obrigado a reconfigurar a estrutura ofensiva. Brandon Saad deverá ser promovido à linha principal, enquanto Ivan Barbashev passará para a ala direita, numa tentativa de compensar a perda de um jogador que é tanto um motor criativo como uma voz de liderança dentro do balneário. A experiência e inteligência tática de Stone são qualidades difíceis de substituir, e a sua falta será sentida tanto no ataque como na transição defensiva.
A preocupação estende-se também à seleção canadiana. Mark Stone voltou recentemente a representar o Canadá no torneio 4 Nations Face-Off e é considerado um dos potenciais convocados para os Jogos Olímpicos de 2026, em Itália. Uma lesão prolongada poderá comprometer não apenas o seu ritmo competitivo, mas também a preparação para um evento internacional onde a sua presença seria quase indispensável.
Para os Golden Knights, este revés representa mais do que a ausência temporária de uma estrela. É um teste à profundidade do plantel e à capacidade de adaptação de uma equipa que tem ambições legítimas de continuar entre as melhores da NHL. A forma como o grupo reagir nas próximas semanas poderá definir não só o rumo da temporada, mas também o equilíbrio interno de uma formação habituada a vencer, mas que agora terá de o fazer sem o seu capitão em campo.