O dia em que Portugal declarou guerra ao Japão é um episódio pouco conhecido da história nacional, mas que revela bem a complexidade e as tensões do mundo durante a Segunda Guerra Mundial. A data foi 15 de agosto de 1945 – curiosamente, o próprio dia em que o Japão anunciou a sua rendição. Foi uma declaração simbólica, tardia e praticamente irrelevante do ponto de vista militar, mas que tem um peso político e diplomático curioso.
Durante a maior parte da Segunda Guerra Mundial, Portugal, sob o regime de Salazar, manteve uma política de neutralidade. Essa neutralidade foi cuidadosamente gerida: por um lado, Salazar tinha simpatias ideológicas pelo regime de Hitler, mas por outro, estava consciente da dependência económica de Portugal em relação ao Reino Unido, e mais tarde, dos interesses dos Estados Unidos. Portugal forneceu volfrâmio à Alemanha e, ao mesmo tempo, cedeu as bases dos Açores aos Aliados em 1943, num dos momentos mais estratégicos da guerra no Atlântico.
Apesar de neutral, Portugal não ficou totalmente imune ao conflito. Uma das situações mais sensíveis deu-se no Oriente, mais concretamente em Timor. Em 1941, Timor português foi ocupado preventivamente por forças aliadas australianas e holandesas, temendo que os japoneses ali desembarcassem. Portugal protestou, por ser uma violação da sua neutralidade. No entanto, em fevereiro de 1942, o Japão invadiu Timor, ocupando Dili e iniciando uma campanha violenta contra os ocupantes aliados e, depois, contra a população timorense e os colonos portugueses.
Durante três anos, o território viveu em estado de guerra, com guerrilhas nas montanhas, atrocidades cometidas por todas as partes e uma ocupação brutal por parte do exército japonês. Muitos timorenses e portugueses resistiram, ajudando as forças australianas a manter focos de resistência. Salazar, embora tenha protestado diplomaticamente, nunca declarou guerra formal ao Japão. Manteve-se firme na neutralidade, mesmo com cidadãos portugueses a serem perseguidos, presos ou mortos no Oriente.
Foi apenas no fim da guerra, em agosto de 1945, que Portugal – num gesto simbólico e talvez diplomático – declarou guerra ao Japão. A declaração foi publicada no Diário do Governo, praticamente no mesmo dia em que o imperador Hirohito anunciava a rendição do Japão. Não houve combates, nem envio de tropas. Era uma guerra puramente formal, quase teatral. Um gesto tardio que permitia a Portugal alinhar-se oficialmente com os vencedores e consolidar a sua posição nas negociações do pós-guerra.
Este episódio mostra como a neutralidade portuguesa foi pragmática, mas também envolta em ambiguidades morais e políticas. Portugal nunca combateu oficialmente na Segunda Guerra Mundial, mas esteve profundamente afetado por ela. E a sua declaração de guerra ao Japão, feita quando o conflito já estava resolvido, permanece como um exemplo de como, em tempos de guerra, até a neutralidade tem os seus limites – e os seus símbolos.
Sara Guterres é uma das jornalistas mais promissoras da televisão portuguesa. Conhecida pelo seu profissionalismo e carisma, tem vindo a consolidar a sua presença na CMTV, onde recentemente assumiu um novo desafio: a apresentação do programa desportivo Liga D'Ouro.
A sua carreira começou na Universidade da Beira Interior, onde se licenciou em Ciências da Comunicação. Durante a sua formação, colaborou com o jornal online Urbi et Orbi, da UBI, onde desenvolveu competências essenciais que moldaram a sua trajetória profissional.
Após concluir a licenciatura, Sara integrou a equipa da CMTV, iniciando o seu percurso na secção de Desporto. Com o tempo, a sua competência levou-a a assumir a posição de pivô no noticiário matinal do canal. O seu compromisso é exemplar, começando o dia de trabalho pouco depois das cinco da manhã para garantir que os telespectadores recebam as informações mais recentes e relevantes.
O profissionalismo de Sara tem sido reconhecido não só pela sua equipa, mas também pelo público. O noticiário matinal da CMTV, sob a sua condução, alcançou um share de 10,2%, com uma média de 65 mil telespectadores, superando canais generalistas como a TVI e a SIC no mesmo horário.
A recente participação de Sara Guterres no Liga D'Ouro evidencia a sua versatilidade e paixão pelo desporto. O programa, conhecido pelos debates acesos entre comentadores como José Calado, Octávio Machado e Rodolfo Reis, ganhou uma nova dinâmica com a sua presença. Sara conduz as discussões com equilíbrio e assertividade, promovendo um ambiente onde diferentes perspetivas são ouvidas e respeitadas.
A sua transição para o Liga D'Ouro não é apenas um passo na carreira, mas também um reflexo da sua capacidade de se adaptar e brilhar em diferentes formatos televisivos. Com uma abordagem que combina conhecimento, empatia e uma comunicação clara, Sara Guterres está a redefinir o papel dos apresentadores em programas desportivos, tornando-se uma referência para muitos aspirantes a jornalistas.
Recentemente, Sara Guterres venceu o concurso da CMTV Sexy Teen. Uma prova do apreço e admiração que os telespectadores do canal têm pela jovem jornalista.
Em suma, Sara Guterres representa uma nova geração de jornalistas portugueses: informada, dedicada e versátil. A sua ascensão na CMTV e o impacto positivo que tem tido no Liga D'Ouro são testemunhos do seu talento e da confiança que o público deposita nela. Com uma carreira em ascensão, é certo que continuará a surpreender e a inspirar telespectadores em todo o país.
A história de Portugal está cheia de figuras poderosas e marcantes, mas poucas se comparam à de D. Maria II de Portugal – a rainha que reinou sem nunca ter sido coroada. O seu percurso, desde a infância atribulada até ao trono de um país em convulsão, é um retrato vívido das tensões entre monarquia e liberalismo no século XIX. Apesar de nunca ter passado pela cerimónia tradicional da coroação, D. Maria II governou de facto, com coragem, firmeza e notável sentido político.
Filha de D. Pedro IV de Portugal (também imperador do Brasil como D. Pedro I), D. Maria nasceu em 1819 no Rio de Janeiro, durante o exílio da corte portuguesa no Brasil. A sua infância foi marcada por conflitos familiares e políticos: o pai abdicou do trono português em seu nome, ainda ela era uma criança, com a condição de que Portugal aceitasse uma constituição liberal. Mas o trono foi usurpado pelo seu tio, D. Miguel, que instaurou um regime absolutista e se autoproclamou rei.
Começava assim uma guerra civil. Entre 1832 e 1834, os liberais e os absolutistas enfrentaram-se nas chamadas Guerras Liberais. D. Maria, ainda menina, tornou-se símbolo de uma causa maior: a luta pela liberdade constitucional contra o absolutismo restaurado. Com apenas treze anos, desembarcou em Lisboa em 1834 após a vitória liberal, sendo aclamada rainha por aclamação popular e não por coroação tradicional – cerimónia que, no seu caso, nunca viria a realizar-se.
A razão para a ausência de coroação foi simbólica e profundamente política. A monarquia portuguesa entrava num novo tempo: constitucional, liberal e moderna. As cerimónias de coroação, com os seus rituais medievais de unção sagrada, pertenciam a uma época em que o rei era visto como escolhido por Deus. A nova ordem liberal queria afastar-se dessa ideia. A aclamação pública, feita em nome da vontade nacional e da constituição, substituiu a coroação como símbolo da legitimidade. Maria II foi, assim, a primeira soberana portuguesa a governar sem o rito sagrado da coroação, mas com o mandato político e civil de um novo regime.
Apesar da juventude e da ausência de experiência, D. Maria II demonstrou desde cedo uma capacidade notável para lidar com as tensões políticas. O seu reinado foi tudo menos tranquilo: enfrentou várias revoltas, instabilidade parlamentar, tentativas de golpe e crises económicas. Casou com D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, que se tornaria rei-consorte como D. Fernando II, e com quem teve onze filhos, assegurando a continuidade da dinastia de Bragança.
A rainha era conhecida pelo seu temperamento firme e pelo seu profundo sentido de dever. Não era uma figura decorativa: participava ativamente na vida política, preocupava-se com a administração do Estado e defendia o sistema constitucional, mesmo contra sectores da nobreza ou da Igreja que desejavam um regresso ao absolutismo.
A sua morte, em 1853, aos 34 anos, foi trágica. Morreu de complicações no parto do seu décimo primeiro filho, o que acentuou ainda mais a ideia de uma mulher sacrificada pelo dever e pelo trono. Apesar de ter reinado durante quase duas décadas, foi durante muito tempo pouco lembrada, talvez por não ter a aura mística de uma coroação ou de uma lenda sebastianista, como outros monarcas portugueses. Mas com o tempo, a sua figura tem vindo a ser revalorizada, sobretudo como símbolo de uma nova era política.
D. Maria II foi, sem dúvida, a rainha que reinou sem ser coroada – mas com mais legitimidade do que muitos que o foram. Foi a monarca de um tempo de transição, onde o poder passava das mãos de uma elite absolutista para um novo conceito de soberania assente na vontade da nação. Uma mulher determinada, moderna para a sua época, que assumiu o peso da coroa sem precisar da sua cerimónia. E por isso mesmo, talvez, seja hoje mais relevante do que nunca.
O Papa português que quase foi esquecido chama-se Pedro Julião, mais conhecido como Papa João XXI. A sua história é uma das mais fascinantes e, ao mesmo tempo, das menos lembradas da história de Portugal. Foi o único papa português da história e, apesar de ter alcançado o cargo mais alto da Igreja Católica, caiu no esquecimento coletivo, talvez por ter vivido num tempo conturbado e por um pontificado tão curto quanto enigmático.
Pedro Julião nasceu em Lisboa, por volta de 1215, numa época em que a cidade ainda respirava o espírito das reconquistas cristãs. Filho de um médico ou de um cónego – as fontes divergem –, destacou-se desde cedo pelos seus estudos. Estudou em Paris e em Siena, onde se formou em medicina, filosofia e teologia. Era um homem brilhante, com uma mente profundamente científica para o seu tempo. Ficou célebre, entre os estudiosos da Idade Média, pelo seu tratado de lógica, o Summulae Logicales, que foi durante séculos uma obra de referência nas universidades europeias.
Antes de chegar ao papado, foi arcediago, bispo de Braga, médico pessoal do Papa Gregório X e, finalmente, cardeal. Em 1276, após a morte do Papa Adriano V, foi eleito papa, escolhendo o nome de João XXI. A escolha do nome causou alguma confusão, pois não houve, oficialmente, um João XX – um erro histórico que se manteve, e que faz dele uma figura ainda mais curiosa.
O seu pontificado foi breve: durou apenas oito meses. Contudo, durante esse curto espaço de tempo, João XXI mostrou ser um homem de pensamento independente. Procurou reformar a Cúria Romana, incentivou o diálogo com o Império Bizantino e tentou mediar conflitos entre os reinos cristãos da Europa. Era também defensor do estudo das ciências e das artes, algo pouco comum entre os papas da época. Mandou construir um espaço reservado para estudo e meditação no palácio papal de Viterbo, onde viria a morrer de forma trágica: o teto do aposento desabou, esmagando-o. Sobreviveu alguns dias, mas acabou por sucumbir aos ferimentos. Morreu a 20 de maio de 1277.
A sua morte abrupta, quase irónica para um homem da ciência, alimentou lendas e suspeitas. Alguns acusaram-no de se dedicar a práticas ocultas. Outros simplesmente apagaram-no da memória coletiva, talvez por ter sido demasiado racional num tempo ainda dominado pela superstição.
Em Portugal, a sua figura foi ao longo dos séculos progressivamente ignorada. Não há grandes monumentos em sua honra, nem celebrações regulares da sua vida. Para um país que sempre se orgulhou de ter deixado marcas no mundo, é surpreendente o pouco que se fala do único papa português.
E, no entanto, João XXI foi um dos grandes intelectuais do seu tempo. Um homem que uniu fé e razão, que escreveu obras que influenciaram o pensamento medieval europeu, que chegou ao topo da hierarquia católica e que, apesar da brevidade do seu papado, procurou mudar algo num mundo profundamente resistente à mudança. É justo que a sua memória seja recuperada, não apenas por ter sido papa, mas por representar uma rara síntese de ciência e espiritualidade no coração da Idade Média. Um português que o tempo quase esqueceu, mas que merece, ainda hoje, ser lembrado.
Durante um curto, mas marcante período da história, Lisboa foi, de facto, a capital mais importante do vasto Império Espanhol. Esta situação inusitada deu-se durante a União Ibérica, entre 1580 e 1640, quando Portugal e Espanha estiveram unidos sob a mesma coroa, governados pelos reis da dinastia Filipina – Filipe II, Filipe III e Filipe IV de Espanha, que foram também os reis Filipe I, II e III de Portugal.
A história começou com uma crise. Em 1578, o rei D. Sebastião desapareceu na batalha de Alcácer-Quibir, em Marrocos, deixando o trono sem herdeiro direto. O seu sucessor, o cardeal D. Henrique, já idoso, morreu dois anos depois, sem designar um sucessor. Portugal mergulhou num vazio de poder e várias casas nobres apresentaram as suas pretensões ao trono. Entre elas, destacou-se Filipe II de Espanha, neto de D. Manuel I de Portugal por parte de mãe.
Em 1580, após conquistar militarmente a resistência liderada por D. António, prior do Crato, Filipe II foi aclamado rei de Portugal como Filipe I. Prometeu manter a independência administrativa do reino, as leis portuguesas, a moeda, os cargos públicos e os interesses do império ultramarino. Mas embora a promessa de autonomia fosse formalmente respeitada, a centralidade política e económica da Península Ibérica mudou radicalmente.
Lisboa era, nessa época, o maior porto europeu fora da Itália, e controlava uma rede comercial que se estendia do Brasil à Índia, de África ao Japão. Madrid ainda era uma cidade sem grande tradição marítima. Foi por isso que, no início do período filipino, Lisboa passou a desempenhar um papel central no funcionamento do Império Espanhol. A cidade recebia embaixadas internacionais, decisões importantes eram tomadas a partir do Paço da Ribeira, e o comércio marítimo mais lucrativo da Coroa passava quase todo por ali. Durante alguns anos, Lisboa foi, na prática, a cidade mais poderosa do império mais extenso que o mundo tinha conhecido até então.
Não foram tempos pacíficos. O povo português sentia-se sob domínio estrangeiro, e a aristocracia, embora beneficiada, mantinha receios de perda de autonomia. As tensões aumentaram quando, com a união das coroas, os inimigos da Espanha passaram também a ser inimigos de Portugal. Os holandeses, por exemplo, começaram a atacar possessões portuguesas no Brasil, em África e na Ásia, aproveitando a fragilidade da união ibérica. A participação forçada de Portugal nos conflitos espanhóis acabou por prejudicar gravemente os interesses lusos.
Ao longo dos 60 anos da União Ibérica, Lisboa viveu um paradoxo. Era capital imperial de facto, centro nevrálgico do comércio mundial, mas também símbolo de uma soberania ferida. Em 1640, após várias conspirações e um golpe bem-sucedido liderado por nobres portugueses, deu-se a Restauração da Independência. João IV foi aclamado rei, e a dinastia de Bragança iniciou um novo capítulo da história nacional. A partir desse momento, Lisboa voltou a ser, não a capital de um império estrangeiro, mas de um Portugal soberano.
Este episódio pouco conhecido da história mostra como a capital portuguesa, durante algumas décadas, foi o coração logístico e comercial do maior império da época. E embora Madrid fosse a capital formal, foi em Lisboa que muitas das decisões do mundo foram desenhadas – mostrando que, mesmo sob ocupação, a cidade manteve um protagonismo raro e surpreendente.
Poucos episódios da história de Portugal são tão surpreendentes e, ao mesmo tempo, tão esquecidos como o de um português que chegou a ser tratado como imperador na China. Esta é a extraordinária história de Pêro da Covilhã, um homem que não foi, tecnicamente, imperador no sentido dinástico ou hereditário, mas que, segundo tradições locais e documentos antigos, terá desempenhado um papel de tal importância num império oriental que acabou por ser tratado como tal. É um episódio envolto em mistério, onde o mito e a realidade se confundem, mas que revela até que ponto os portugueses do século XV e XVI desafiaram os limites do mundo conhecido.
Pêro da Covilhã nasceu por volta de 1460 na cidade da Covilhã, no seio de uma família humilde. Serviu como espião e diplomata ao serviço do rei D. João II, numa época em que Portugal procurava desesperadamente chegar à Índia por mar, contornando o domínio muçulmano no Médio Oriente. Em 1487, foi enviado, em segredo, numa missão audaciosa com Afonso de Paiva para recolher informações sobre as rotas comerciais orientais, o reino do lendário Preste João e as possibilidades de alcançar as especiarias por outra via que não a terrestre.
A viagem de Pêro da Covilhã foi uma verdadeira odisseia. Passou por Alexandria, pelo Cairo, pela Península Arábica, pela costa oriental africana, pela Índia e, segundo alguns relatos pouco confirmados, terá chegado até ao Sião e ao arquipélago malaio. Mas é a sua suposta chegada à China que se reveste de particular fascínio. Ainda que os registos oficiais chineses não mencionem o seu nome de forma clara, existem referências, em crónicas portuguesas e tradições orais orientais, a um homem ocidental que chegou à corte chinesa e ganhou o favor do imperador por ser perito em navegação, cartografia e assuntos do Ocidente.
Alguns estudiosos especulam que Pêro da Covilhã terá sido recebido na China como um homem de sabedoria e que, por um curto período, teria assumido um papel de conselheiro de alto nível, sendo tratado com honrarias reservadas apenas aos mais altos dignitários da corte – e, segundo algumas fontes, até com título de "rei estrangeiro" ou "imperador do mar". Este título simbólico não indicaria poder político real sobre o império chinês, mas sim uma forma cerimonial de reconhecimento da sua autoridade como representante de um mundo longínquo e poderoso.
O que torna esta história ainda mais intrigante é o facto de Pêro da Covilhã ter desaparecido dos registos oficiais durante décadas. Só mais tarde, já em 1520, um embaixador português enviado à Etiópia o encontrou vivo, integrado na corte do imperador etíope, onde viveu até à morte. Nunca voltou a Portugal. Tinha cumprido a missão que lhe fora dada, embora de forma involuntária e prolongada, e tornara-se uma figura lendária nas margens do mundo conhecido.
A história de Pêro da Covilhã, o português que foi tratado como imperador na China, não é apenas um conto de aventura. É uma prova viva da audácia e da curiosidade sem limites que caracterizaram a expansão portuguesa. É também um lembrete de que o mundo é feito de encontros improváveis, de pontes culturais e de homens que, mesmo longe da pátria, conseguiram deixar uma marca no destino de civilizações distantes. Por mais que a historiografia académica seja cautelosa com estes episódios envoltos em lenda, há algo de profundamente inspirador na ideia de um homem português, nascido nas serranias da Covilhã, a ser reverenciado no coração de um dos maiores impérios do mundo.