Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Tempo de Conhecer

Tempo de Conhecer

Erika Hilton: biografia da deputada trans que transformou a política brasileira

Erika Hilton é uma das figuras mais marcantes da política contemporânea do Brasil. Deputada federal, ativista e símbolo da luta contra a discriminação racial e de género, tornou-se conhecida por quebrar barreiras históricas e por representar uma nova geração de líderes políticos vindos das periferias urbanas. A sua trajetória combina uma infância marcada por exclusão social, experiências de sobrevivência nas ruas e uma ascensão meteórica que a levou ao Congresso Nacional, transformando-a numa das vozes mais influentes da política progressista brasileira.

Erika Santos Silva nasceu a 9 de dezembro de 1992 em Franco da Rocha, no estado de São Paulo, Brasil. Cresceu na região metropolitana paulista, sobretudo no município de Francisco Morato, numa família de origem humilde, com forte presença de mulheres trabalhadoras, muitas delas empregadas domésticas. A infância foi inicialmente marcada por um ambiente familiar relativamente protetor, mas a adolescência trouxe conflitos intensos relacionados com a sua identidade de género. Durante esse período, parte da família, ligada a comunidades evangélicas, tentou submetê-la a práticas de “cura” religiosa para a sua identidade trans.

Aos catorze anos, a situação agravou-se e Erika acabou por ser expulsa de casa devido à sua identidade de género. Sem apoio familiar, passou a viver nas ruas durante vários anos. Nesse período, recorreu ao trabalho sexual para sobreviver, uma realidade comum a muitas mulheres trans em contextos de marginalização extrema no Brasil. Só cerca de seis anos mais tarde conseguiu retomar contacto com a mãe e reconstruir parte da sua vida familiar, o que lhe permitiu voltar a estudar.

Após concluir o ensino secundário através de programas de educação para jovens e adultos, Erika ingressou na Universidade Federal de São Carlos, onde estudou pedagogia e gerontologia. Embora não tenha concluído formalmente os cursos, a experiência académica contribuiu para consolidar o seu interesse pelas questões sociais, pela educação e pelas políticas públicas ligadas à população vulnerável.

O envolvimento político começou a ganhar forma na década de 2010, quando se aproximou de movimentos sociais ligados à defesa dos direitos das pessoas LGBTQIA+, das comunidades negras e das populações periféricas. Em 2015 filiou-se ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), uma formação política de esquerda com forte presença nos movimentos sociais urbanos. Poucos anos depois, participou numa experiência inovadora da política brasileira: o mandato coletivo conhecido como Bancada Ativista, que reuniu vários ativistas para exercer conjuntamente um mandato parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

O grande salto político ocorreu nas eleições municipais de 2020. Candidata à Câmara Municipal de São Paulo, Erika Hilton foi eleita vereadora com uma votação histórica, tornando-se a primeira mulher trans eleita para o legislativo da maior cidade do Brasil. Além disso, foi a vereadora mais votada do país naquele ano, um resultado que chamou a atenção da imprensa internacional e consolidou a sua imagem como uma liderança emergente.

Durante o mandato como vereadora, destacou-se pela presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal e pela defesa de políticas contra a discriminação, a violência policial e a desigualdade social. Entre as iniciativas políticas mais relevantes esteve a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre transfobia, destinada a investigar casos de violência contra pessoas trans e travestis.

A notoriedade alcançada na política municipal levou Erika Hilton a concorrer às eleições legislativas federais de 2022. A candidatura revelou-se extremamente bem-sucedida: com 256 903 votos no estado de São Paulo, foi eleita deputada federal, tornando-se uma das candidatas mais votadas da eleição e a primeira mulher trans negra a ocupar um assento na Câmara dos Deputados do Brasil.

No Congresso Nacional, Hilton consolidou o seu perfil como uma parlamentar ativa em temas sociais. O seu trabalho legislativo concentra-se sobretudo em direitos humanos, igualdade racial, justiça social, políticas para pessoas LGBTQIA+, direitos das mulheres e defesa das populações periféricas. Entre as iniciativas legislativas associadas ao seu nome encontram-se propostas relacionadas com direitos reprodutivos, reconhecimento cultural e melhoria das condições de trabalho, incluindo debates sobre a redução de jornadas laborais no país.

A influência política de Erika Hilton também se manifesta dentro do próprio parlamento. Em 2024 tornou-se líder da bancada conjunta do PSOL e da Rede Sustentabilidade na Câmara dos Deputados, sendo a primeira mulher trans a liderar um grupo parlamentar no Congresso brasileiro. Esta posição colocou-a no centro das negociações legislativas nacionais e ampliou a sua visibilidade política.

Para além da atividade parlamentar, Hilton tornou-se uma figura simbólica no debate público brasileiro sobre diversidade e representatividade. A sua história pessoal — marcada pela pobreza, pela exclusão e pela violência — contrasta com o papel que hoje desempenha como deputada federal, sendo frequentemente citada como exemplo de mobilidade social e de transformação política. Organizações internacionais e meios de comunicação reconheceram essa trajetória: em 2021, por exemplo, foi incluída entre as 100 mulheres mais influentes do mundo pela BBC.

Ao longo da carreira, também enfrentou ataques políticos e episódios de transfobia, tanto nas redes sociais como na esfera pública, realidade que ilustra as tensões presentes no debate político brasileiro. Ainda assim, a parlamentar mantém uma presença pública forte, com grande influência digital e participação constante em debates sobre direitos humanos e democracia.

A trajetória de Erika Hilton reflete profundas transformações sociais e políticas no Brasil contemporâneo. A sua ascensão à política institucional representa não apenas a conquista pessoal de uma ativista oriunda das margens sociais, mas também um marco na história da representação política de minorias no país. Entre críticas, apoio popular e intensa visibilidade mediática, Hilton tornou-se uma das figuras mais emblemáticas da nova política brasileira do século XXI.

OVNI avistado no Porto na madrugada de 10 de março: testemunhas relatam objeto estranho com movimentos erráticos no céu

Na madrugada de 10 de março, vários residentes da cidade do Porto relataram ter observado um fenómeno aéreo invulgar que rapidamente se tornou tema de debate nas redes sociais e nos meios de comunicação social. O episódio ocorreu por volta das duas da manhã, na zona de Campanhã, e foi descrito por testemunhas como um objeto branco que se movia de forma errática no céu noturno, com mudanças bruscas de direção e características difíceis de identificar.

De acordo com relatos recolhidos pelo Centro de Investigação de Fenómenos Aeroespaciais, várias pessoas afirmaram ter visto um objeto com aparência incomum, descrito por alguns observadores como possuindo algo semelhante a “hélices” ou “asas membranosas”, comparadas às de insetos como abelhas ou moscas. As testemunhas também referiram a presença de pequenas luzes ou partículas visíveis em redor do objeto, reforçando a impressão de que se tratava de algo fora do comum.

O Centro de Investigação de Fenómenos Aeroespaciais, uma organização portuguesa dedicada ao estudo de fenómenos aeroespaciais incomuns, solicitou publicamente que eventuais testemunhas adicionais partilhassem relatos, fotografias ou vídeos que possam ajudar a compreender melhor o que foi observado. A entidade procura reunir informação que permita comparar testemunhos e avaliar possíveis explicações para o fenómeno.

Apesar do impacto mediático gerado pelo episódio, as autoridades não confirmaram qualquer ocorrência anómala no espaço aéreo nacional durante o período em causa. Segundo informações divulgadas na comunicação social, a Força Aérea Portuguesa indicou não ter registado qualquer atividade fora do normal naquela madrugada, o que reduz a probabilidade de se tratar de aeronaves militares ou de operações aéreas oficiais.

Importa sublinhar que o termo “OVNI” — acrónimo de objeto voador não identificado — não implica necessariamente uma origem extraterrestre. Na terminologia científica e aeronáutica, a designação refere-se simplesmente a qualquer objeto ou fenómeno observado no céu que não possa ser imediatamente identificado pelos observadores. Investigações posteriores demonstram frequentemente que muitos desses avistamentos correspondem a fenómenos naturais, aeronaves convencionais, drones, balões ou efeitos atmosféricos pouco comuns.

Casos semelhantes têm ocorrido ao longo das últimas décadas em vários países, frequentemente alimentados por testemunhos isolados ou observações feitas em condições de visibilidade reduzida, como durante a noite. A combinação de distância, iluminação limitada e perceção humana pode facilmente levar a interpretações erradas de objetos comuns ou fenómenos naturais.

No caso do avistamento ocorrido no Porto, a ausência de imagens claras ou dados técnicos dificulta qualquer conclusão definitiva. Sem registos de radar, vídeos de qualidade ou evidências físicas, os investigadores dependem sobretudo dos relatos das testemunhas, que podem variar na descrição do fenómeno.

Assim, embora o episódio tenha despertado curiosidade e especulação, especialmente nas redes sociais, continua a ser classificado apenas como um fenómeno aéreo não identificado. Até que surjam novos dados ou análises adicionais, o misterioso objeto observado na madrugada de 10 de março permanecerá como mais um dos muitos relatos de fenómenos estranhos nos céus que, apesar de intrigantes, raramente encontram explicação imediata.

Corey Parker: ator de "Friday the 13th" e "Will & Grace" morre aos 60 anos após uma carreira marcante no cinema e na televisão

Corey Parker foi um ator e professor de representação norte-americano cuja carreira se estendeu por várias décadas no cinema, televisão e teatro. Conhecido sobretudo pelos seus papéis em filmes dos anos 1980 e pela participação recorrente na série televisiva Will & Grace, Parker construiu uma trajetória versátil em Hollywood, transitando mais tarde para o ensino de interpretação e a formação de novos talentos.

Nascido em 8 de julho de 1965 em Nova Iorque, Corey Parker nasceu com o nome Corey Parker Haas. Era filho da atriz e realizadora Rocky Parker e de John David Haas, crescendo num ambiente familiar fortemente ligado às artes performativas. Ainda em criança iniciou o contacto com o mundo do espetáculo, participando em anúncios televisivos desde os quatro anos de idade, experiência que despertou o seu interesse pela interpretação.

Durante a juventude frequentou a prestigiada High School of Performing Arts, em Manhattan, onde aprofundou a formação artística. Posteriormente continuou os estudos e a prática de representação com alguns dos mais influentes professores da área, entre eles Sandra Seacat, Uta Hagen e Susan Batson. Tornou-se membro de instituições respeitadas como o Actors Studio e o Ensemble Studio Theatre, dois importantes centros de formação e experimentação teatral nos Estados Unidos.

A carreira cinematográfica de Parker começou a ganhar visibilidade em meados da década de 1980. Um dos seus primeiros papéis relevantes surgiu no filme de terror Friday the 13th: A New Beginning, no qual interpretou a personagem Pete, obra que consolidou a sua presença no género e o apresentou a um público mais amplo. Pouco depois integrou o elenco do drama romântico 9½ Weeks, protagonizado por Kim Basinger e Mickey Rourke, ampliando a sua experiência em produções de grande alcance comercial.

Ao longo dos anos seguintes, Parker participou em diversos filmes que consolidaram a sua presença em Hollywood. Entre os títulos mais conhecidos encontram-se Biloxi Blues, baseado na obra de Neil Simon, o drama romântico White Palace e a comédia universitária How I Got Into College. Embora raramente desempenhasse papéis de protagonista em grandes produções, Parker construiu uma filmografia sólida, frequentemente em papéis secundários ou de apoio que demonstravam versatilidade interpretativa.

Na televisão, a sua presença foi igualmente significativa. Em 1992 protagonizou a sitcom Flying Blind ao lado da atriz Téa Leoni. Na série interpretava Neil Barash, um recém-licenciado cuja personalidade insegura contrastava com o espírito livre da sua namorada Alicia. Embora a produção tenha tido apenas uma temporada, tornou-se um marco na carreira de Parker e reuniu participações especiais de vários nomes conhecidos da televisão norte-americana.

Durante os anos 1990 e início dos anos 2000, Parker continuou a aparecer em várias séries e telefilmes. Entre os projetos televisivos em que participou destacam-se Thirtysomething, Blue Skies e Love Boat: The Next Wave. Mais tarde teve um papel recorrente na popular sitcom Will & Grace, interpretando Josh, um dos namorados da protagonista Grace, personagem de Debra Messing, em vários episódios da série.

Paralelamente à carreira no ecrã, Parker manteve uma ligação constante ao teatro e à formação de atores. Atuou em diversos palcos de Nova Iorque e Los Angeles e colaborou com companhias importantes, incluindo o Public Theater e a Steppenwolf Theatre Company. A partir dos anos 2010 passou a dedicar-se cada vez mais ao ensino da representação, trabalhando como acting coach e mentor de jovens intérpretes. Entre os projetos em que participou como treinador de atores encontram-se a série musical Sun Records e a produção da Marvel Ms. Marvel.

Na vida pessoal, Parker teve uma relação próxima com o meio artístico desde cedo. A sua mãe, Rocky Parker, foi também atriz e chegou a casar-se com Patrick Dempsey, o que colocou Corey em contacto com várias figuras do cinema e da televisão. O ator foi casado com a atriz australiana Linda Kerridge entre 1989 e 1992, relação da qual nasceu um filho. Em 1995 casou-se com Angela Denise Douglas, com quem teve outro filho.

Nos últimos anos da sua vida, Parker viveu principalmente em Memphis, onde conciliava a atividade de professor de interpretação com participações ocasionais em projetos audiovisuais e workshops universitários. A sua experiência acumulada ao longo de décadas tornou-o um formador respeitado entre jovens atores e profissionais da indústria.

Corey Parker faleceu em 5 de março de 2026, aos 60 anos, após uma batalha contra o cancro. A notícia foi confirmada pela família e rapidamente gerou reações de colegas e fãs que recordaram o seu contributo para o cinema, a televisão e a formação de novas gerações de intérpretes.

Embora nunca tenha sido uma estrela de primeira linha em Hollywood, Corey Parker deixou uma marca duradoura como ator característico e mentor artístico. A sua carreira atravessou diferentes fases da indústria do entretenimento norte-americana, desde o cinema comercial dos anos 1980 até à televisão contemporânea e ao ensino da arte dramática, consolidando-o como uma figura respeitada no meio artístico.

Ester Expósito: biografia da estrela de "Elite" que conquistou a Netflix e o mundo

Ester Expósito é uma das atrizes espanholas mais conhecidas da sua geração e uma das figuras jovens mais influentes da televisão europeia contemporânea. Tornou-se mundialmente famosa após interpretar Carla Rosón na série da Netflix Elite, papel que a transformou num fenómeno internacional e numa presença constante nas redes sociais, na moda e no cinema. A sua carreira começou ainda na adolescência e, em poucos anos, evoluiu de pequenas participações televisivas para produções internacionais e colaborações com grandes plataformas de streaming.

Ester Expósito Gayoso nasceu a 26 de janeiro de 2000 em Madrid, Espanha. A família da atriz tem origens na Galiza, mais precisamente na localidade de Viveiro, na província de Lugo. Desde muito jovem demonstrou interesse pelo mundo artístico e pela interpretação, participando em atividades culturais e projetos escolares relacionados com o teatro. Ainda adolescente começou a frequentar cursos de interpretação, depois de concluir os estudos secundários aos 16 anos, o que lhe permitiu desenvolver técnicas de representação e ganhar experiência em palco.

Durante os seus primeiros anos de formação destacou-se em concursos e eventos teatrais. Entre 2013 e 2015 conquistou galardões nos Prémios de Teatro de Madrid na categoria de melhor atriz, graças às suas participações em peças de microteatro, o que reforçou a sua vocação para a carreira artística. Estes reconhecimentos abriram-lhe portas para trabalhos na televisão espanhola e marcaram o início de uma carreira profissional que começaria pouco depois.

A estreia diante das câmaras ocorreu em 2016, quando participou na série dramática Vis a Vis, emitida originalmente pela Antena 3. Embora tenha sido um papel breve, a experiência serviu como ponto de partida para novos projetos televisivos. Nesse mesmo ano fez também uma participação na série de medicina Centro Médico, interpretando a personagem Rosa Martín num episódio isolado.

O primeiro papel recorrente surgiu em 2017 na série policial e sobrenatural Estoy vivo, transmitida pela TVE. Na produção interpretou Ruth, uma personagem presente na primeira temporada. Este trabalho permitiu-lhe ganhar maior visibilidade no panorama televisivo espanhol e demonstrar versatilidade como atriz.

O verdadeiro salto para a fama internacional aconteceu em 2018, quando foi escolhida para integrar o elenco principal de Elite, drama juvenil da Netflix ambientado num colégio de elite espanhol. Na série interpretou Carla Rosón Caleruega, uma estudante rica, manipuladora e extremamente inteligente, personagem que rapidamente se tornou uma das mais populares da produção. O enorme sucesso global da série, transmitida em dezenas de países, transformou Ester Expósito numa estrela internacional e fez crescer exponencialmente a sua base de fãs.

Graças ao impacto de Elite, a atriz começou a receber propostas para novos projetos em cinema e televisão. Participou no thriller espanhol Cuando los ángeles duermen e na série dramática La caza, além de integrar produções posteriores como Alguien tiene que morir, minissérie da Netflix ambientada na Espanha franquista. Ao longo dos anos seguintes continuou a expandir a sua filmografia com projetos cinematográficos e séries internacionais, consolidando-se como uma das jovens atrizes mais promissoras da indústria audiovisual espanhola.

Paralelamente à carreira como atriz, Ester Expósito tornou-se também uma figura influente no mundo da moda e das redes sociais. A sua popularidade digital cresceu rapidamente após o sucesso de Elite, acumulando dezenas de milhões de seguidores no Instagram e tornando-se uma presença frequente em campanhas publicitárias, editoriais de revistas e eventos de moda internacionais. Esta visibilidade contribuiu para reforçar a sua imagem pública e para consolidar o seu estatuto de celebridade global.

Ao longo da sua carreira, a atriz tem procurado diversificar os papéis que interpreta, participando tanto em produções de drama e suspense como em projetos experimentais e cinematográficos. Filmes como Rainbow e Venus demonstram essa tentativa de explorar novos registos interpretativos e de se afastar gradualmente da imagem associada às séries juvenis que a tornaram famosa.

Na vida pessoal, Ester Expósito tem mantido grande atenção mediática, em parte devido aos seus relacionamentos e à forte presença nas redes sociais. Entre os seus relacionamentos mais comentados esteve o com o ator Álvaro Rico, colega de elenco em Elite, com quem namorou até 2019. Posteriormente, também foi associada ao ator mexicano Alejandro Speitzer. Apesar da exposição mediática, a atriz costuma manter alguma discrição sobre a sua vida privada e prefere centrar a atenção pública no seu trabalho artístico.

Com uma carreira iniciada ainda na adolescência e uma ascensão extremamente rápida no panorama internacional, Ester Expósito tornou-se um dos rostos mais reconhecidos da nova geração de atores espanhóis. A combinação entre talento interpretativo, presença mediática e impacto cultural transformou-a numa das artistas jovens mais influentes do entretenimento europeu, e tudo indica que o seu percurso continuará a crescer à medida que assume novos desafios no cinema e na televisão.

Mulheres pioneiras nas áreas de STEM: cientistas e engenheiras que mudaram a história da ciência e da tecnologia

Ao longo da história, as áreas de STEM — ciência, tecnologia, engenharia e matemática — foram frequentemente dominadas por homens, em grande parte devido a barreiras sociais, educativas e institucionais que limitaram o acesso das mulheres à investigação e à formação científica. Apesar desses obstáculos, inúmeras mulheres contribuíram de forma decisiva para o avanço do conhecimento, deixando marcas profundas na física, na biologia, na computação, na engenharia e em muitas outras disciplinas. O reconhecimento destas pioneiras não é apenas uma questão de justiça histórica: permite compreender melhor a evolução da ciência e inspirar novas gerações de investigadoras e inovadoras.

Entre as figuras mais emblemáticas da história da ciência encontra-se Marie Curie, física e química que transformou o estudo da radioatividade. Curie foi a primeira mulher a receber um Prémio Nobel e permanece a única pessoa distinguida com este galardão em duas áreas científicas distintas, Física e Química. As suas investigações conduziram à descoberta de dois novos elementos químicos, o polónio e o rádio, e abriram caminho para aplicações médicas importantes, incluindo terapias baseadas em radiação para o tratamento do cancro. O seu percurso foi particularmente notável num contexto em que as mulheres raramente tinham acesso a educação científica avançada.

Outra pioneira fundamental foi Ada Lovelace, frequentemente considerada a primeira programadora da história. No século XIX, Lovelace colaborou com Charles Babbage no desenvolvimento conceptual da Máquina Analítica, um dispositivo mecânico que antecipava o funcionamento dos computadores modernos. Nas suas notas sobre esta máquina, Lovelace descreveu um algoritmo destinado a ser executado pela máquina, estabelecendo um precedente conceptual para a programação informática. Mais notável ainda foi a sua visão de que máquinas computacionais poderiam manipular não apenas números, mas também símbolos, música ou texto, antecipando princípios fundamentais da informática contemporânea.

No campo da biologia molecular, destaca-se o trabalho de Rosalind Franklin. A sua investigação em cristalografia de raios X produziu imagens cruciais da estrutura do ADN, incluindo a famosa “Fotografia 51”, que forneceu evidências fundamentais para a identificação da dupla hélice. Embora a descoberta da estrutura do ADN tenha sido inicialmente atribuída sobretudo a James Watson e Francis Crick, o contributo de Franklin foi posteriormente reconhecido como essencial para esse avanço científico. A sua investigação também contribuiu para o estudo de vírus e de estruturas moleculares complexas.

No século XX, as contribuições femininas foram igualmente decisivas no desenvolvimento da exploração espacial e da computação científica. Um exemplo emblemático é Katherine Johnson, matemática que trabalhou na NASA e desempenhou um papel crucial no cálculo das trajetórias de voo das primeiras missões espaciais norte-americanas. Os seus cálculos de mecânica orbital foram determinantes para missões históricas, incluindo voos tripulados iniciais e missões lunares. Ao longo da sua carreira, Johnson co-assinou dezenas de publicações científicas e tornou-se um símbolo do contributo das mulheres — e das mulheres negras em particular — para a ciência e a engenharia.

Para além destas figuras amplamente reconhecidas, muitas outras cientistas abriram caminhos em diferentes áreas. Grace Hopper foi uma das pioneiras da informática moderna, tendo desenvolvido um dos primeiros compiladores de linguagens de programação e contribuído para a criação da linguagem COBOL. Barbara McClintock revolucionou a genética ao descobrir os chamados “genes saltadores”, revelando mecanismos dinâmicos de regulação genética. Margaret Hamilton liderou a equipa responsável pelo software de navegação do programa Apollo, contribuindo para o sucesso da primeira aterragem humana na Lua. Estas realizações demonstram que o desenvolvimento da ciência moderna foi profundamente influenciado por mulheres cujos contributos nem sempre receberam reconhecimento imediato.

Apesar destes exemplos notáveis, as mulheres enfrentaram frequentemente discriminação institucional, invisibilidade académica e dificuldades de acesso à educação superior. Durante grande parte do século XX, muitas cientistas trabalharam como “computadores humanos”, assistentes de laboratório ou investigadoras não creditadas, apesar de desempenharem papéis fundamentais em projetos científicos. O reconhecimento progressivo destas contribuições tem levado historiadores e instituições científicas a reavaliar o papel das mulheres na construção do conhecimento científico.

Atualmente, a promoção da participação feminina em STEM tornou-se um objetivo central de universidades, organizações científicas e políticas públicas. A diversidade nestas áreas não só contribui para a igualdade de oportunidades, como também amplia a criatividade e a inovação científica. Estudos demonstram que equipas científicas diversas tendem a produzir investigação mais robusta e soluções tecnológicas mais inclusivas.

Recordar as mulheres pioneiras nas áreas de STEM é, portanto, reconhecer que o progresso científico sempre foi resultado de esforços coletivos que transcendem género, origem ou contexto social. As histórias de Curie, Lovelace, Franklin, Johnson e muitas outras cientistas mostram que a curiosidade intelectual, a perseverança e a capacidade de imaginar novas soluções podem florescer mesmo em contextos adversos. Ao tornar visível este legado, abre-se espaço para que novas gerações de investigadoras continuem a expandir as fronteiras da ciência e da tecnologia.

Mariana Fonseca capturada na Indonésia após meses em fuga: enfermeira condenada por matar jovem no Algarve vai cumprir 23 anos de prisão

A antiga enfermeira portuguesa Mariana Fonseca, condenada a 23 anos de prisão pelo homicídio de um jovem informático no Algarve, foi detida na Indonésia após vários meses em fuga às autoridades. A captura ocorreu em Jacarta, na sequência de um mandado de detenção internacional emitido por Portugal e de diligências conduzidas em cooperação com a Interpol e as autoridades locais.

A detenção da mulher, atualmente com 29 anos, marca um novo capítulo num dos casos criminais mais mediáticos dos últimos anos em Portugal. Depois de não ter sido localizada em território nacional para iniciar o cumprimento da pena, as autoridades portuguesas desencadearam uma operação internacional para apurar o seu paradeiro, o que acabou por conduzir à sua localização na capital indonésia.

Segundo as informações disponíveis, Mariana Fonseca foi colocada num centro de detenção pelas autoridades indonésias, enquanto decorre o processo de extradição que permitirá o seu regresso a Portugal para cumprir a pena de prisão efetiva decretada pelos tribunais.

O caso remonta a 2020 e envolve o homicídio de Diogo Gonçalves, um jovem informático de 21 anos. De acordo com a investigação judicial, o crime terá sido planeado por Mariana Fonseca juntamente com a então companheira, Maria Malveiro. As duas mulheres terão atraído a vítima, sedado o jovem e acabado por provocar a sua morte, num plano que visava apoderar-se de cerca de 70 mil euros que o informático tinha recebido de indemnização pela morte da mãe.

Após o homicídio, o corpo da vítima foi desmembrado e partes do cadáver foram abandonadas em diferentes locais do Algarve, um detalhe que chocou o país e contribuiu para tornar o caso particularmente mediático.

O processo judicial conheceu vários desenvolvimentos ao longo dos anos. Em primeira instância, Mariana Fonseca chegou a ser absolvida do crime de homicídio, sendo condenada apenas por outros crimes relacionados com o caso. No entanto, decisões posteriores de tribunais superiores acabaram por rever o enquadramento jurídico do processo, conduzindo à aplicação de uma pena de 23 anos de prisão.

A cúmplice no crime, Maria Malveiro, foi condenada a 25 anos de prisão, mas viria a morrer na prisão de Tires em dezembro de 2021.

Apesar de a condenação de Mariana Fonseca ter transitado em julgado, a arguida não foi encontrada para iniciar o cumprimento da pena, o que levou à emissão de um mandado de captura internacional e ao início de uma operação para a localizar fora do país. Durante meses, as autoridades suspeitaram que estaria a receber ajuda para escapar à justiça, tendo sido apontadas possíveis deslocações para vários países.

A detenção na Indonésia representa, assim, um passo decisivo para que a condenada seja finalmente levada para Portugal e cumpra a pena aplicada pelos tribunais. Enquanto decorrem os procedimentos legais para a extradição, as autoridades portuguesas acompanham o processo em articulação com as autoridades indonésias e com a Interpol.

O caso continua a suscitar forte atenção mediática e pública, não apenas pela brutalidade do crime, mas também pelo percurso judicial complexo e pela fuga internacional que manteve a condenada fora do alcance das autoridades durante vários meses.

Aviso laranja para vento forte em Portugal: rajadas até 90 km/h colocam vários distritos sob alerta do IPMA

Portugal enfrenta um novo episódio de tempo adverso com avisos meteorológicos emitidos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) devido à previsão de vento forte, queda de neve nas zonas montanhosas e agitação marítima significativa ao longo da costa. O fenómeno está a afetar grande parte do território continental, com vários distritos sob aviso amarelo e outros sob aviso laranja, o segundo nível mais grave na escala de alertas meteorológicos utilizada em Portugal.

O aviso laranja para vento forte aplica-se sobretudo aos distritos de Lisboa e Leiria, onde o IPMA prevê rajadas que podem atingir cerca de 90 quilómetros por hora, especialmente nas áreas costeiras e nas zonas montanhosas. Este nível de alerta esteve ativo durante as horas de maior intensidade do fenómeno, aproximadamente entre as 09h00 e as 15h00, período considerado crítico para a ocorrência de rajadas mais fortes.

O aviso laranja indica risco meteorológico moderado a elevado, podendo provocar perturbações nas atividades quotidianas e exigir maior atenção da população e das autoridades. Entre os impactos possíveis estão a queda de árvores, danos em estruturas mais frágeis, dificuldades na circulação rodoviária e condicionamentos em atividades marítimas ou costeiras. Este tipo de alerta é emitido quando as condições meteorológicas podem representar perigo significativo para pessoas e bens.

Para além dos distritos sob aviso laranja, várias outras regiões do país encontram-se sob aviso amarelo, incluindo Porto, Aveiro, Braga, Coimbra, Setúbal, Faro, Beja e Viana do Castelo. Nestes territórios, embora o risco seja inferior, o IPMA prevê igualmente rajadas de vento fortes, em muitos casos entre 70 e 80 km/h, sobretudo no litoral e em zonas mais elevadas.

O agravamento das condições meteorológicas não se limita ao vento. O mesmo sistema atmosférico está também a provocar queda de neve nas regiões do interior e agitação marítima significativa, com previsão de ondas de noroeste que podem atingir entre cinco e seis metros de altura e, pontualmente, até cerca de 11 metros de altura máxima ao largo da costa portuguesa.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil tem apelado à população para adotar medidas preventivas, recomendando especial cuidado nas deslocações, a fixação de objetos soltos em varandas ou quintais e a atenção redobrada em zonas arborizadas ou próximas do litoral. As autoridades alertam também para o risco acrescido em áreas recentemente afetadas por fenómenos meteorológicos severos, onde a vulnerabilidade do solo e da vegetação pode aumentar a probabilidade de ocorrências.

Este episódio de vento forte surge num inverno marcado por várias depressões atlânticas que têm provocado períodos de instabilidade na Península Ibérica. Nos últimos meses, tempestades intensas já causaram perturbações significativas em Portugal, com ventos fortes, precipitação intensa e danos em infraestruturas em diferentes regiões do país.

De acordo com as previsões meteorológicas, a tendência será para uma gradual diminuição da intensidade do vento ao longo das horas seguintes, com alguns avisos a descerem de nível laranja para amarelo à medida que o sistema atmosférico se desloca para leste. Ainda assim, as autoridades recomendam acompanhamento das atualizações do IPMA, uma vez que as condições meteorológicas podem evoluir rapidamente, sobretudo em situações de instabilidade atmosférica associada a frentes atlânticas.

Num país com uma extensa linha costeira e com grande exposição às massas de ar vindas do Atlântico, episódios de vento forte são relativamente frequentes durante o inverno. No entanto, quando atingem níveis de aviso laranja ou superiores, podem representar riscos acrescidos para a segurança pública e para atividades económicas como a pesca, a navegação e o transporte aéreo. Por essa razão, a monitorização contínua das condições meteorológicas e o cumprimento das recomendações das autoridades são fundamentais para minimizar impactos e garantir a segurança da população.

Mafalda Livermore: biografia, carreira e polémicas da criminologista portuguesa ligada à política em Lisboa

Mafalda Livermore é uma criminologista portuguesa que ganhou notoriedade pública em Portugal sobretudo a partir da década de 2020, devido à sua atividade na área da criminologia aplicada, ao ativismo relacionado com a violência doméstica e à sua ligação à política municipal em Lisboa. A sua figura tornou-se particularmente conhecida após a sua nomeação para funções associadas aos serviços sociais da autarquia lisboeta e pelo debate público que essa nomeação desencadeou.

Nascida aproximadamente em 1990 ou 1991, Mafalda Livermore tem cerca de trinta e poucos anos e desenvolveu a sua formação académica no Reino Unido. Frequentou a London Metropolitan University, onde concluiu uma licenciatura em Criminologia em 2017, área científica dedicada ao estudo do fenómeno criminal, das suas causas sociais e psicológicas e dos mecanismos de prevenção e controlo da criminalidade.

A formação em criminologia marcou profundamente a sua carreira profissional. Desde cedo manifestou interesse pela intervenção social em contextos relacionados com violência doméstica, abuso sexual de menores e reintegração de vítimas e ofensores no sistema social. Ao longo dos anos seguintes, apresentou-se como especialista nestes domínios, desenvolvendo trabalho de aconselhamento e investigação criminal aplicada.

Na sua atividade profissional, Livermore dedicou-se à consultoria criminológica e à elaboração de relatórios técnicos destinados a processos judiciais ou a intervenções sociais complexas. A criminologista tem descrito a sua atuação como uma abordagem interdisciplinar, combinando análise criminológica, investigação e apoio social a famílias afetadas por violência ou situações de risco.

Entre os seus interesses profissionais encontram-se a prevenção da criminalidade, a análise de comportamentos desviantes, a violência doméstica e a proteção de menores. De acordo com informação divulgada em perfis profissionais e páginas associadas à sua atividade, Livermore também participou em iniciativas destinadas à reintegração social de pessoas envolvidas em processos criminais, incluindo vítimas e ex-reclusos.

Além da atividade de consultoria, criou uma estrutura profissional associada à intervenção criminológica e jurídica, com o objetivo de prestar apoio multidisciplinar em casos complexos envolvendo violência doméstica, conflitos familiares ou problemas legais relacionados com proteção de vítimas. No âmbito dessa organização, descreve funções de direção estratégica e de coordenação de equipas que prestam apoio técnico e jurídico.

A presença pública de Mafalda Livermore intensificou-se quando o seu nome começou a surgir ligado à política autárquica em Lisboa. A criminologista integrou listas ou atividades relacionadas com o partido Chega, tendo participado em iniciativas associadas ao partido e desenvolvido atividade pública em temas como segurança e combate à violência doméstica.

A notoriedade mediática aumentou significativamente em 2025 e 2026, quando foi nomeada para integrar a direção da associação responsável pelos serviços sociais da Câmara Municipal de Lisboa. Essa entidade é responsável por assegurar cuidados de saúde e apoio social aos trabalhadores da autarquia. A decisão foi tomada pelo presidente da câmara, Carlos Moedas, sendo apresentada como baseada na competência profissional da nomeada.

Contudo, a nomeação gerou polémica política, sobretudo devido ao facto de Mafalda Livermore manter uma relação pessoal com o vereador do Chega na autarquia, Bruno Mascarenhas. A ligação entre ambos levou alguns setores políticos e mediáticos a questionar se a escolha poderia configurar um caso de favorecimento ou nepotismo na administração municipal.

A situação provocou tensões dentro do próprio partido na autarquia lisboeta e contribuiu para conflitos internos na vereação. O caso foi amplamente discutido na imprensa portuguesa, sendo apresentado como exemplo das dificuldades de conciliar critérios políticos, relações pessoais e nomeações para cargos públicos.

Paralelamente à sua atividade profissional e política, Livermore tem mantido presença nas redes sociais e em plataformas digitais onde divulga conteúdos relacionados com criminologia, prevenção da violência doméstica e apoio a vítimas. Nessas plataformas apresenta-se frequentemente como especialista na área da investigação criminal e defensora da proteção de mulheres e crianças vítimas de abuso.

A criminologista também prosseguiu formação académica adicional, tendo iniciado estudos de Direito na Universidade Autónoma de Lisboa. Essa formação complementar surge como extensão natural do seu percurso profissional, uma vez que a área jurídica está intimamente ligada à criminologia e à intervenção no sistema de justiça.

Apesar do debate público em torno da sua carreira, Mafalda Livermore representa um exemplo de profissionais que transitam entre a intervenção social, a análise criminológica e a esfera política local. A combinação entre atividade técnica e participação na vida pública fez com que o seu nome se tornasse conhecido no debate contemporâneo sobre segurança, justiça e governação local em Portugal.

Nos últimos anos, o seu percurso tem ilustrado a crescente visibilidade da criminologia no espaço público português, sobretudo em temas relacionados com violência doméstica, políticas de prevenção criminal e intervenção social. Ao mesmo tempo, o caso de Mafalda Livermore evidencia como a ligação entre especialistas técnicos e estruturas políticas pode gerar tanto reconhecimento como controvérsia no espaço mediático e político português.

Mafalda Guerra: biografia, nomeação polémica na Câmara de Lisboa e as alegações sobre arrendamentos a imigrantes

Mafalda Guerra tornou-se uma figura mediática no debate político lisboeta a partir de 2025, quando foi nomeada para a administração dos Serviços Sociais da Câmara Municipal de Lisboa, decisão que desencadeou controvérsia política e exposição pública de um percurso até então conhecido sobretudo nas redes sociais e nos círculos partidários ligados ao partido Chega. Formada em Criminologia e Investigação Criminal pela Universidade Metropolitana de Londres, Guerra construiu parte da sua visibilidade pública através da participação ativa em campanhas políticas e de uma presença assídua nas redes sociais, onde defendia posições alinhadas com o discurso político do partido liderado por André Ventura, especialmente em temas como segurança, imigração e crítica às elites políticas tradicionais.

Antes de surgir no centro da polémica política municipal, Mafalda Guerra destacou-se sobretudo como ativista digital e participante em campanhas eleitorais ligadas ao Chega na cidade de Lisboa. Participou na campanha autárquica do partido e integrou listas locais, nomeadamente como candidata suplente à Assembleia de Freguesia de Alcântara. Nesse período, tornou-se uma das vozes mais visíveis do universo digital que orbita em torno do partido, utilizando plataformas online para comentar a atualidade política e defender posições conservadoras e nacionalistas que encontravam eco entre os apoiantes do Chega.

A notoriedade pública de Mafalda Guerra aumentou significativamente em dezembro de 2025, quando foi nomeada vogal do conselho de administração dos Serviços Sociais da Câmara Municipal de Lisboa pelo presidente da autarquia, Carlos Moedas. A decisão foi apresentada como uma escolha baseada em critérios de confiança e competência, mas rapidamente desencadeou críticas políticas e mediáticas. Para vários partidos da oposição, a nomeação representava uma aproximação inédita entre o executivo municipal liderado por Moedas e o Chega, um partido que até então se encontrava fora da gestão direta da autarquia e que frequentemente denunciava aquilo que classificava como “tachos” e favorecimentos partidários na administração pública.

A polémica intensificou-se devido à relação política e pessoal entre Mafalda Guerra e Bruno Mascarenhas, vereador do Chega na Câmara de Lisboa. Ambos haviam participado em campanhas políticas conjuntas e eram considerados próximos no contexto partidário, o que levou críticos a levantar dúvidas sobre eventuais conflitos de interesse e sobre o grau de influência do partido na escolha para os Serviços Sociais. A divulgação de imagens e vídeos em que surgiam juntos em eventos políticos contribuiu para alimentar o debate público sobre a natureza da nomeação e sobre as relações entre o executivo municipal e o partido de André Ventura.

Paralelamente à polémica institucional, o nome de Mafalda Guerra passou a circular em redes sociais e em espaços de debate político online associado a alegações relativas a atividades no mercado de arrendamento habitacional. Diversas publicações e comentários afirmam que seria proprietária de vários imóveis em Lisboa que teriam sido divididos em pequenos quartos ou micro-apartamentos destinados sobretudo a trabalhadores imigrantes. Segundo essas alegações, alguns desses espaços teriam áreas inferiores a dez metros quadrados e seriam arrendados por valores superiores a seiscentos euros mensais, frequentemente sem contrato formal ou emissão de recibo.

Essas acusações ganharam difusão sobretudo em publicações virais e em debates políticos online, sendo apresentadas por críticos como um exemplo de contradição entre o discurso político do Chega sobre imigração e práticas privadas que alegadamente beneficiariam economicamente da procura de habitação por parte de trabalhadores estrangeiros em Lisboa. Contudo, até ao momento, tais alegações não foram confirmadas em investigações jornalísticas amplamente documentadas nem resultaram em processos públicos conhecidos, permanecendo no domínio de denúncias e acusações difundidas principalmente no espaço digital e político.

Independentemente da veracidade dessas alegações, a controvérsia contribuiu para ampliar a visibilidade pública de Mafalda Guerra e para transformar a sua figura num símbolo de debates mais amplos sobre ética política, relações partidárias e a crise habitacional nas grandes cidades portuguesas. Nos últimos anos, Lisboa tem enfrentado uma pressão crescente no mercado de arrendamento, com aumento significativo dos preços e proliferação de soluções habitacionais informais ou precárias, sobretudo para trabalhadores migrantes, fenómeno que frequentemente surge no centro das discussões sobre urbanismo e políticas públicas de habitação.

Neste contexto, a figura de Mafalda Guerra tornou-se um ponto de convergência de várias tensões políticas contemporâneas: o crescimento de partidos populistas e anti-sistema, a influência das redes sociais na construção de carreiras políticas e a crescente politização da crise da habitação. A polémica em torno da sua nomeação e das acusações que circularam sobre atividades imobiliárias ilustra como, na política contemporânea, a reputação pública de uma figura emergente pode ser moldada simultaneamente por decisões institucionais, disputas partidárias e narrativas amplificadas no ecossistema digital.

Martha Graeff: biografia da modelo brasileira, empresária da longevidade e fundadora da "Happy Aging"

Martha Graeff é uma modelo, influenciadora digital, empresária e filantropa brasileira que se destacou internacionalmente no universo da moda, do estilo de vida e do bem-estar. Nascida a 23 de agosto de 1985, em Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, Graeff construiu uma carreira multifacetada que combina moda, empreendedorismo e ativismo social.

Desde jovem demonstrou interesse pelo mundo da moda e iniciou a carreira como modelo ainda na adolescência, por volta dos 16 anos, desfilando para diversas marcas e participando em campanhas no Brasil e no exterior. Essa fase inicial levou-a a trabalhar em diferentes países e a adquirir experiência no mercado internacional da moda. Durante um período na Turquia, trabalhou também como fashion buyer, o que lhe permitiu conhecer os bastidores da indústria e desenvolver uma visão empresarial sobre o setor.

Após essas experiências internacionais, Graeff mudou-se para Miami, nos Estados Unidos, cidade onde se estabeleceu e onde consolidou a sua carreira como influenciadora digital e empresária. A partir dessa base, passou a partilhar nas redes sociais conteúdos sobre moda, viagens, estilo de vida e bem-estar, atraindo um público global interessado no seu estilo sofisticado e cosmopolita. Atualmente conta com mais de 600 mil seguidores no Instagram, plataforma onde divulga campanhas de marcas, eventos de moda e o seu quotidiano marcado por viagens e projetos empresariais.

O seu estilo pessoal, frequentemente associado ao chamado “resort chic” ou boho sofisticado, tornou-se uma das suas marcas registadas. Ao longo dos anos, Graeff colaborou com diversas marcas de moda, beleza e estilo de vida, consolidando-se como uma figura influente no circuito internacional de influenciadores ligados ao luxo e às tendências de moda.

Apesar da notoriedade no mundo da moda, foi no setor do bem-estar e da longevidade que Martha Graeff expandiu a sua atividade empresarial nos últimos anos. Em 2024, lançou a marca Happy Aging, uma plataforma e linha de produtos dedicada à promoção do envelhecimento saudável. O projeto foi desenvolvido em parceria com o médico especialista em longevidade Daniel Yadegar, formado em Harvard, e combina suplementos nutricionais, testes de idade biológica e conteúdos educativos sobre saúde e vitalidade.

A proposta da Happy Aging é incentivar uma visão positiva do envelhecimento, especialmente entre mulheres, promovendo hábitos de vida que favoreçam energia, saúde celular e bem-estar geral. O projeto nasceu, segundo a própria empresária, de uma reflexão pessoal sobre o envelhecimento e da vontade de criar soluções que permitam viver mais tempo com qualidade de vida.

Paralelamente ao empreendedorismo, Graeff também se destacou pela sua atividade filantrópica. Em 2018, fundou a iniciativa Bazaar for Good, um projeto que utiliza a moda e eventos sociais para angariar fundos destinados a causas humanitárias e organizações de apoio a crianças e comunidades vulneráveis na América Latina.

O evento reúne influenciadores, designers e celebridades internacionais e tornou-se uma plataforma relevante de solidariedade ligada à indústria criativa. Em algumas edições recentes, o projeto conseguiu arrecadar centenas de milhares de dólares para instituições de caridade, demonstrando o alcance da rede de contactos construída pela empresária no universo da moda e do entretenimento.

No plano pessoal, Martha Graeff manteve relacionamentos com figuras conhecidas do mundo do desporto, da política e dos negócios. Teve uma relação com o antigo jogador da NBA Rony Seikaly, com quem viveu em Miami durante vários anos. Mais tarde, foi associada ao político brasileiro Aécio Neves.

Nos últimos anos, a sua vida pessoal voltou a ganhar atenção mediática devido à relação com o banqueiro brasileiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. A exposição do relacionamento levou o nome da influenciadora a circular amplamente nos meios de comunicação, embora ela própria não tenha sido alvo de investigações nos processos relacionados com o empresário.

Além da atividade empresarial e digital, Graeff integra círculos sociais influentes de Miami e é frequentemente vista em eventos e encontros com figuras internacionais do mundo da moda, negócios e entretenimento. Em 2025, por exemplo, foi mencionada na imprensa internacional como parte do círculo social de Ivanka Trump em Miami, após aparecer em fotografias partilhadas nas redes sociais durante encontros entre amigas.

Hoje, Martha Graeff é considerada um exemplo da evolução do papel das modelos na era digital. A sua trajetória mostra a transição de uma carreira tradicional na moda para uma presença multifacetada que combina influência digital, empreendedorismo na área da saúde e iniciativas filantrópicas globais. Entre campanhas de moda, eventos beneficentes e o desenvolvimento da Happy Aging, a empresária continua a expandir a sua marca pessoal e a consolidar-se como uma figura relevante no ecossistema internacional do bem-estar e do estilo de vida.

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

  1. 2026
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2025
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D